Resisti 10 dias sem falar do assunto porque não haver qualquer possibilidade de fazer humor com o caso, e nem preciso dizer qual é, mas fica-me um pensamento e um sentimento que por ser raro em mim, quero deixar escrito: orgulho, de ser Português, de sermos Portugal. E por ter este espaço, posso faze-lo.
Há quem receie pela imagem de Portugal. Pois eu acho que só pode sair beneficiada, independentemente de desfechos. Se assim não o for, são "eles" (eles mundo, sociedades, povos, pessoas) que devem começar a rever rapidamente os seus valores. Não nós, que ainda os vamos tendo correctos.
Humanismo, solidariedade. Pilares.
Porque o exemplo está no Joaquim e na Manuela a espreitar para dentro daquele arbusto, não num combate "if he did a vídeo, I'll make a better one", entende, Sr. Presunto do Lombo (Mr. Beckham)?
Afinal, até compreendi que os nossos brandos costumes (já não volto a adjectivar com passividade ou panhonhice) nem são defeito. Irritam, sim, mas apenas nos prejudicam. No harm done.
O essencial, a julgar por Cristo, Marx, Ghandi, Teresa de Calcutá, Mandela e tantos outros, Ideais de todas as revoluções desde a francesa, da Direita à sua maneira, da Esquerda à sua maneira, das Religiões à sua maneira, está cá ainda vivo. Resume-se numa palavra: HUMANISMO, HUMANIDADE (sim, sou mau a matemática mas isto é mesmo só uma palavra).
E ao escrever isto, veio-me à cabeça uma frase que pode ser a mais parva que já escrevi, mas que vou escrever, porque resume tudo isto:
"If it happened to me, I'd rather be in Portugal".
(não Pinho, não é uma boa ideia para uma campanha publicitária) Se "vocês" (não são vocês, são os "eles" do início do texto) entenderem esta frase, talvez aprendam um pouco a ser como nós, "pobretes mas alegretes". Afinal eu próprio só agora aprendi que tal expressão, parecendo, não é queixume, é saber o que é essencial.
As tragédias fazem pensar, não fazem? Como é que é aquela coisa do "works in misterious ways" e do "direito por linhas tortas"?
13/05/2007
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2 comentários:
Saramago escreveu (se não estou em erro): Dos portugueses não vem mal algum ao mundo. Nem bem.
Muito bem, Arcebispo.
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